Passárgada Square

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Parabéns pra mim!!!



Ontem foi meu aniversário. E desde quando não cabia mais em minhas festinhas a minha mãe fazer decorações temáticas como as do Moranguinho, contratar mágicos, palhaços e afins, eu parei de achar graça na data.
Mas este ano foi diferente, eu adorei fazer aniversário, porque ando bem felizinha da vida!
Não, não depositaram sem querer na minha conta alguns milhões de dólares, não encontrei o príncipe encantado, não comprei um apartamento na Vieira Souto, não marquei uma volta ao mundo e não arrumei um cliente que me paga superbem e não me enche o saco.
Eu simplismente tô feliz e toda apaixonadinha pela minha pessoa. Também não virei boba alegre. Só passei a perceber gradativamente que é perda de vida esperar que se vai ser feliz quando alguma coisa acontecer. Quando ganharmos muita grana, quando comprarmos uma casa, quando casarmos. Mania infeliz essa, de atrelar a felicidade ao futuro, ao hipótético.
Estou vivendo o presente e valorizando o que tenho, até por que parte do que nos acontece independe de nossa vontade e atitudes. Anseios, todos teremos sempre, mas estou optando pelo hoje.
Agora são 26 aninhos. Minha vidinha de céus e fundos do poço, de gritos e silêncios, de esperas e esperanças, de olho no olho e de vergonha na cara. De sonhos, todos eles muito lindos, sejam os realizados, os partidos ou os abandonados. De amizades, de amores incondicionais e condicionais. De gargalhadas exultantes e choro desesperado. De gente que vai, mas fica, de gente que nunca deveria ter vindo e, felizmente, vai. De loucurinhas, traquinagens, de ser criança aos 20 e poucos e madura aos 7 anos. De maldades, bondades, de afagos , tapas e de tudo o que não cabe aqui.
Parabéns pra mim, que estou apaixonada por minha vida e, de antemão, apaixonada pela vida que ainda vou viver!

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Pro lado de cá


Talvez tenha sido sem querer, talvez foi porque eu quis assim. Eu cruzei o rio e quase fui parar na margem de lá.
Eu me sentia chamada, tentada. Meu barco rondou, rondou a margem, parou e eu quase desci. Quase porque eu não gostei do vi naquele lado e escolhi pra mim não viver aquilo que vi. Loucura boa é aquela que dá graça à vida, não é a que atordoa e tira do prumo.
Hoje eu sei que não quero pertencer à outra margem, pois se acontecesse, eu não saberia o caminho de volta. É bem aqui, na margem de cá, que eu vou ficar.


***Deixo aqui minha homenagem a todos os que se dedicam à interminável missão de melhorar a cada dia.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Todo o começo contém em si mesmo o seu fim.

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Mais Carnaval


Eu sou o samba
A voz do morro sou eu mesmo sim senhor
Quero mostrar ao mundo que tenho valor
Eu sou o rei dos terreiros
Eu sou o samba sou natural aqui do Rio de Janeiro
Sou eu quem leva a alegria para milhões
De corações brasileiros...

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Carnaval


Hoje eu sou Colombina e você Pierrô. Eu sou porta-bandeira e você mestre-sala. Hoje entro no seu salão colorido, arremessanado serpentinas ao alto, como estrelas-cadentes a riscar o céu. Jogo confete em mim, pra crer que é chuva escorrendo sobre o meu corpo.
Sorrio pra você, com o rosto carregado de maquiagem cintilante e também flerto com o anjo de asa quebrada. Chego mascarada e depois coloco-me nua, só pra exibir meu avesso e minha falsa beleza.
Você me levanta, me rodopia, me tira do chão e me leva pra correr atrás do bloco, na rua de pedras. Vejo fantasias e loucura insaciada. Quero ouvir a bateria para poder requebrar.
Você esfrega seu corpo no meu e no de tantas outras mulheres. Eu rebolo e lanço olhares carregados de malícia. Quero que a ilusão se sobreponha à realidade, assim, os beijos ardentes e ocos ganham mais sentido.
Depois seguimos para o sambódromo, onde seios e bíceps e coxas e nádegas e braços e pernas estão ávidos por narcísico reconhecimento. Ouço o samba-enredo narrar retalhos da nossa história, representada em carros alegóricos imponentes. Mas preferimos crer na magia do próximo desfile.
Ainda dá tempo de retocar a maquiagem, tirar o salto que incomoda, voltar ao salão e aproveitar os últimos instantes do baile. Ainda existem alguns resquícios de hoje. E hoje podemos ser quem a gente quiser. Eu só não posso ser eu, nem você ser você. Nosso único compromisso é com a diversão.
Amanhã, quando for quarta-feira de cinzas e cessar o burburinho, quando as luzes esmaecerem e o gari estiver varrendo a sensualidade despejada nas ruas; eu passo pra recolher todas as tristezas fantasiadas de alegria e todas as lágrimas contidas nos risos.

sábado, fevereiro 10, 2007




Dia desses eu li em alguma dessas revistinhas de fofoca a Marília Gabriela dizendo que é uma pessoa coerente, quando gosta de alguém gosta pra sempre.
Eu concordo. Quando se gosta de verdade, gosta-se pela vida toda. E o gostar a que me refiro é gostar muito, ou é amar. Não me refiro à paixõezinhas de verão, de uma viagem. Não me refiro à lances puramente físicos, à atração pelo charmosão do departamento ao lado.
Creio em amor eterno, com uma ressalva: a de que os gostares se transformam. Uma vez que você teve sentimentos bons por alguém, eles permanecerão bons, a essência deles é boa. Só viram maus em casos extremos.
A diferença é que elementos externos como o tempo, as cirscusntancias, os novos caminhos e a distancia mudam algumas nuances desse gostar. São as sutilezas da vida. Ainda bem!

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Do Nunca ao Pra Sempre




Quem é nunca levou pé na bunda? E motivo pra levar pé na bunda é o que não falta. Ele não te ama mais, ou pior, nunca te amou verdadeiramente, ele olhou pro lado e achou a outra dona mais bacana do que você. Ou ele está a fim de ter liberdade - essa lidera o ranking de desculpas masculinas para acabar com qualquer tipo de relacionamento.

Então, logo após ser dispensada, bate o desespero e você tem a certeza absoluta de que não vai conseguir viver sem ele. Porém, depois de passar um período de tempo bastante desanimada, deprê e choramingando pelos cantos, você melhora só um pouquinho e exclui a possibilidade de morrer pelo outro.

Aliás, ninguém conhece uma pessoa sequer que tenha morrido de amor. Todo mundo já vivenciou e conhece histórias tristes, trágicas, melodramáticas e regadas a muita dor e sofrimento, mas episódios de morte por amor não existem no universo de seres humanos com consideráveis índices de sanidade mental.

Aí, você que excluiu a possibilidade de perecer pelo mais (discutivelmente) nobre dos sentimentos, se exclui da possibilidade de habitar o seleto hall dos seres humanos capazes de terem momentos de felicidade. E junto também vem a exclusão da mais remota possibilidade de amar-mais-uma-vez. Alternando pensamentos de que ele não presta com idéias de que apesar dele ter sido um canalha-filho-da puta, nenhum outro homem reunirá todas aquelas qualidades que tanto te encantavam nele. E realmente não vai achar, porque como ele, só ele mesmo.

Também faz parte do pacote dor-de-cotovelo a frustração, e considero que de todas as espécies de frustrações inerentes ao término de um relacionamento, a frustração de que os planos em comum NUNCA mais poderão ser concretizados é a mais dolorida. Dá até vontade de ligar pro fulano e falar “Vamos fazer aquele cruzeiro pelo Mediterrâneo que a gente tanto combinou, depois a gente acaba de verdade e vai cada um para o seu lado.”, “Vamos comprar e mobiliar um apartamento, nem que seja para no dia seguinte à conclusão da decoração a gente vender o AP e dividir a grana arrecadada.” ou até uma bobagem como “Me leva naquele café charmoso, de decoração provençal, cheio de quitutes deliciosos, perto do seu trabalho, que você sempre prometeu e nunca me levou, e depois não me procure mais.”

Até que chega um dia – e esse um dia pode vir em duas semanas, 3 meses, um ano, não tem data certa - que você conhece um cara novo. Sem expectativas, aceita o primeiro convite dele pra jantar. Foi bacaninha e você aceita o segundo. Quando dá por conta, no dia seguinte ao terceiro encontro se flagra repetindo mentalmente frases ditas por ele, lembrando o jeito como ele te olhava. Enfim, nuances do encontro perfeito preenchem sua memória e decoram o seu rosto com um sorriso bobo.

Você gruda no telefone esperando o próximo “alô” dele, vibra a cada vez que vê o nome do sujeito na caixa de entrada de seus e-mails, começa a ouvir músicas que ele comenta e acha o gosto musical dele magnífico, assim como cada pequena coisa que ele faz.

Pois é...sabe aquele amor que um certo dia vc considerou indigno da sua pessoa? Ele chegou! E com ele sempre vem a certeza que desta vez vai dar certo, que desta vez é pra sempre. Ainda bem que quando amamos, esquecemos “que o pra sempre, sempre acaba.”