Assinale a alternativa correta
Deveriam diminuir a quantidade de coisas legais que existem no mundo. Porque me dá uma aflição danada pensar que posso ser feliz exercendo diversas atividades, estando em outros lugares, conhecendo gente diferente, sendo outras Simones que talvez eu não tenha oportuniadade de ser.
Estou muito longe daquelas pessoas confusas e incosntantes que já cursaram e largaram um sem número de faculdades e que não esquentam emprego. Ou dos tipinhos totalmente desprendidos que mudam de cidade e país, assim como eu troco de brinco de bijoux preferido. Também não migrei da turma das patricinhas para a dos hippies e depois virei largadona em menos de um ano. Mesmo assim, outras possiblidades, coerentes com o meu jeito de ser, me encantam.
Se perguntarem minha profissão, respondo prontamente que sou assessora de imprensa, porque foi pra essa função que a minha vida profissional se direcionou desde os tempos de estagiária e meu currículo ganhou formas relativamente consistentes na área. E não vamos ignorar o meu apreço por alguns aspectos da profissão, tampouco, que lavo algum jeito pra coisa.
Mas sempre paira na minha imaginação como eu me sairia como comerciante. Afinal, o comércio está no meu sangue e minha pouca experiência na área foi prazerosa e produtiva.
Não é porque nasci em São Paulo que eu não conseguiria viver superbem em Lisboa. Poderia ser a atrapalhada e simpática dona de uma charmosa delicatessen lisboeta que comprava flores todo o dia, supervisionava a cozinha e atenderia com cordialidade e simpatia minha clientela...
O chato é que ensinam pra nós que as escolhas são pra vida toda. Que se fizer faculdade de engenharia, vai ser engenheiro até se aposentar. Cada escolha ganha o peso do irreparável, e nós crescemos covardes para bancar mudanças.
Uma vida é muitíssimo pouco tempo pra se absorver a totalidade de possibilidades que rondam nossa existência. Mesmo assim, uma dose de audácia e coragem de experimentar poderia nos tornar pessoas um tantinho mais ricas.


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