água de beber
bica no quintal
sede de viver tudo...*
Passárgada Square
quinta-feira, maio 31, 2007
segunda-feira, maio 28, 2007
domingo, maio 27, 2007
Querida

Longa é a tarde, longa é a vida
De tristes flores, longa ferida
Longa é a dor do pecador, querida
Breve é o dia, breve é a vida
De breves flores na despedida
Longa é a dor do pecador, querida
Breve é a dor do trovador, querida
Longa é a praia, longa restinga
Da Marambaia à Joatinga
Grande é a fé do pescador, querida
E a longa espera do caçador, perdida
O dia passa e eu nessa lida
Longa é a arte, tão breve a vida
Louco é o desejo do amador, querida, querida
Longo é o beijo do amador, bandida
Belo é o jovem mergulhador, na ida
Vasto é o mar, espelho do céu, querida, querida
Querida
Você tão linda nesse vestido
Você provoca minha libido
Chega mais perto meu amor bandido
Bandida, fingido, fingida, querido, querida
quinta-feira, maio 24, 2007
Cai, cai balão
quarta-feira, maio 23, 2007
Não me irritaaaaa!
Resolvi copiar o programa Irritando Fernanda Young , um dos meus poucos preferidos, e fazer uma lista do que me irrita.
* Atendentes de telemarketing. Principalmente os da Telefonica e das operadoras de celular.
* Má educação.
* Lembrar no meio do caminho que esquecí algo importante e ter que voltar.
* Acordar com o telefone ou a campainha tocando.
* Pseudo-santinhas
* Entrar no elevador e ter que fazer cara de paisagem.
* Pessoas minossilábicas.
* Autopiedade.
* Levar carcada de chefe.
* Levar carcada de chefe sem motivo ou injustamente.
* Perder coisas.
* Perder dinheiro.
* Instruções de como proceder em caso de pane em aviões. Será que os comissários realmente acreditam que alguém é capaz de agir daquela forma no ápice do pânco??? (Essa é sempre uma questão que me perturba enquato eles fazem a demonstração).
* Flanelinhas.
* Tabela periódica. Aquela da aula de química...
* Criança birrenta.
* Baladas da Vila Olímpia. E seus frequentadores (Tá bom, tá bom, eu sei que é preconceito!).
* Programação de domingo na TV.
* Gugu Liberato.
* Joguinhos de sedução.
* Taxistas falando sobre o tempo.
* Gerundismo.
* Me chamarem de Simony. Ainda bem que só faziam isso quando o Balão Mágico estava em alta.!
* Palhacinhos fora do circo.
* Querer chorar e não conseguir.
* Me segurar para não chorar. Aquele momento que eu sei que, se piscar, a lágrima vai cair.
* Sapato machucando.
* Aquele tipinho sabichão, que só sabe começar frases com "eu conheço, eu fui, eu sei...".
* Clientes inadimplentes.
* Perder um texto que não foi salvo.
* Homens que falam que vão ligar e não ligam.
* Joguinhos sentimentais
* Carro fazendo barulho.
* Gordinhos que dizem que são gordos porque têm problema hormonal. (Uma amiga minha, médica, disse que problemas hormonais só causam ganho ou perda de até 5kg) (Eu admito de minhas gorduras são todas causadas por minhas comilanças!).
* Fome.
* Os temas abordados no programa Superpop.
* Pessoas que abusam do marketing pessoal.
* Esperar.
* Fazer um prato ou bolo e dar errado.
* Amiga apaixonada que só sabe falar sobre o cara e todo o universo dele.
* Ser cobrada.
* Perceber que comprei roupas que nunca foram usadas.
* Ser empurrada para entrar no trem do metrô.
* Gente que só me procura pra pedir favor.
* Fazer follow-up.
* Procurar vaga no shopping. Em sábado próximos à datas comemorativas a situação só piora.
* Homem que queima a largada. (Não no sentido sexual da expressão).
* Engolir sapo.
* Vendedor de loja que diz que a roupa está linda quando, na verdade, me caiu nitidamente muito mal.
* Fila.
* Quem fura fila.
* Motoriastas que costuram no trânsito.
* Notar que acabei de falar uma asneira.
* Frases clichês de consolo. Estilo "com o tempo vai passar", "ele não te merece", "ela deve estar num lugar melhor".
* Zona Azul.
* Precisar ou querer comprar algo, ter grana pra pagar por isso e não achar.
* Mil tentaçãoes de consumo aparecerem na minha frente quando não tenho dinheiro.
* A Internet cair por horas no meio do expediente.
* Churrasaria rodízio no Dia das Mães.
* Quebrar a unha.
* Musiquinha de ligação à cobrar.
* Habitantes do Mundo da Fantasia.
* Competitividade feminina.
* Dias nublados
*** To be continued...
quinta-feira, maio 17, 2007
terça-feira, maio 15, 2007
Tem outros dias que eu sinto saudade de toda a grandeza que envolve a pessoa dela. Talvez a maior saudade seja da sua força, que às vezes reconheço em mim e a agradeço por tê-la me ensinado. Mesmo que ela nunca tenha me pego pela mão para ensinar o que era força, pude aprender na prática, vivenciando e absorvendo o que era aquilo, em nossos vinte e poucos anos de convivência.
A vovó também sabia preencher e alegrar um ambiente como ninguém. Entrava sorrindo em todos os lugares, puxava assunto com quem aparecesse na frante. Não era raro eu ir em alguma loja aqui pelo bairro e alguém me falar "Ah, você é neta da dona Dora? Nós adoramos conversar com ela quando ela vem aqui. Muito simpática sua vó..."
Em casa, estava sempre tagarelando. Mesmo assim, quando a família travava uma discução estúpida, ela reclamava que falávamos demais e a deixávamos zonza. Hoje em dia, quando situação semelhante se repete, me flagro fazendo a mesma reclamação. Mas eu não gostaria de ter que dizer aquilo, queria ela estivesse ali naquele papel, como sempre foi.
Aliás, não é apenas nessa circunstancia que eu gostaria de vê-la conosco novamante. É sempre, mesmo nas coisas banais como em seu apreço por orquídeas, com sua mania de limpeza ou o seu jeito catastrófico de fazer baliza.
A diferença é que em alguns momentos sua ausência é mais latente. Como no dia das mães, quando percebo que minha mãe adoraria que a mãe dela estivesse viva, para ela poder comemorar a data por completo. "A vovó é que ia gostar de estar aqui..."
Sua imensurável compreensão também fazem falta. Eu poderia cometer os maiores erros e apenas com um olhar complacente ela me absorvia de toda a culpa.
Imensurável também era seu amor. Ela transbordava amor, generosidade, proteção, cuidado, carinho e orgulho. Orgulho de encher a boca para proferir duas palavras que para ela eram sagradas, "minha neta".
O colégio onde estudei organizava um concurso anual de redção e em alguns anos eu ganhei medalha. Minha vó fazia questão de guardá-las com ela, no mesmo lugar onde guardava suas jóias. De vez em quando, ia lá rever e manuseava aquela corrente de lata com um banho vagabundo dourado com mais carinho e cuidado do que ao mexer em seu colar de esmeraldas.
Quando eu era criança, tinha mania de reclamar para ela quando minha mãe fazia algo que eu julgava injusto. Prontamente ela respondia "Deixa que vou dar educação nela!". E fingia dar uns tapinhas na minha mãe.
Lembro da minha decepção quando amadureci um pouco e notei que aquilo era apenas um teatrinho para me agradar. Delicioso foi quando, já crescida, adulta, a via me apoiando, quando correto, em minhas brigas com minha mãe.
Dona Maria Dora é meu maior explemplo em múltiplos sentidos: por ser a imigrante que tinha nada e conseguiu com seu trabalho alcançar uma boa condição de vida, por ter enfrententado minha bisavó pra se casar com meu avô, por ser a primeira mulher do nosso bairro a tirar carteira de motorista.
Sem ela, fico procurando por exemplos. Até que me dou conta de que já estou bem crescida e não praciso mais disso, sou capaz de ser independente e sei construir o meu caminho.
Ela deixou uma vala gigantesca. Fazem mais de três anos que ela morreu e nós ainda tentamos, meio desajeitados, preencher essa lacuna. E sabemos que nem em três décadas conseguiremos fazê-lo.
O que conforta é achar que ela prossegue entre nós, seja espiritualmente ou por meio de tudo o que ela nos ensinou e continuamos fazendo.
O que conforta é saber que os céus, ou qualquer que seja o lugar para onde vamos, está mais iluminado com sua presença. Certeza absolutíssima que ela chegou por lá, toda risonha, puxando conversa com todo mundo...
sábado, maio 12, 2007
Olha...
sexta-feira, maio 11, 2007
terça-feira, maio 08, 2007
domingo, maio 06, 2007
quarta-feira, maio 02, 2007
Vuelvo Al Sur
Vuelvo al sur
Como se vuelve siempre al amor
Vuelvo a vos
Con mi deseo, con mi temor
Llevo al sur
Como un destino del corazon
Soy del sur
Como los aires del bandoneon
Sueño el sur
Inmensa luna, cielo al reves.
Vuelvo al sur
El tiempo abierto y su despues
Quiero al sur.
Su buena gente, su dignidad.
Siento al sur.
Como tu cuerpo en la intimidad.
Te quiero, sur . . .
Te quiero, sur . . .









