My first tango in São Paulo
Na última quarta-feira, fui ao show do Gotan Project. Desde que comprei o CD do grupo, em Buenos Aires, me apaixonei pela música deles. Aliás, sempre adorei tango que, pra mim, é a música mais triste e ao mesmo tempo sensual que existe. Tristeza e sensualidade à primeira vista parecem não favorecer a formação de um par harmônico, porém, no tango formam. Surpreendentemente.
O Gotan Project faz uma fusão moderninha de tango com música eletrônica. Eu muito gosto de música, mas conhecimento técnico tenho nenhum. Mesmo assim, ouso fazer uma classificação pessoal para o resultado da feliz mistura, onde uso alguns adjetivos como chique e sedutor.
Quando ouço Gotan fica impossível de não me imaginar dentro de uma cena de sedução, com um vestido escuro, maquiagem pesada, em um hotel luxuosíssimo; em Buenos Aires, obviamente.
Ao saber que o grupo viria à São Paulo, fiquei tão animada a ponto de querer ir sozinha ao show, caso minhas fiéis amigas companheiras de programinhas desistissem da idéia. No dia do espetáculo estava empolgada a ponto de ter medo de me frustrar, pois não estava sabendo fazer o famoso gerenciamento de expectativas.
Eles entraram no palco e frustração coube ali, não. Pelo contrário, ultrapassou o que eu aguardava, pois o grupo é superior no palco, comparendo-se com seus dois CDs. A execução da primeira música foi inebriante e achei que não conseguiriam manter o pique. Felizmente, engano meu.
Cada música, uma viagem diferente. Com imagens muito bem selecionadas de paisagens e situações, que casavam perfeitamente com as canções.
Os DJs, além de executarem suas funções com maestria, demosntravam estar animados por estarem ali. Os violinos conferiam charme e classe sem fim e o vestuário de todos continha o bom gosto inerente à um grupo formado por portenhos e franceses. Dois povos tidos preconceituosamente, ou não, como os mais chatos do mundo e não desmerecidamente também, os mais chiques.
A vocalista, Veronika Silva, considero a mais injustiçada. Pouco citada pela mídia, tem uma performance indefectível, que não perde em nada para as clássicas milongueiras. Sua voz tem malancolia e sensualidade, doçura e firmeza.
A partir do meio do show, o púbico não se conteve diante daquela manifestação artística quase alucinógena e todos se levantaram.
O Gotan Project faz uma fusão moderninha de tango com música eletrônica. Eu muito gosto de música, mas conhecimento técnico tenho nenhum. Mesmo assim, ouso fazer uma classificação pessoal para o resultado da feliz mistura, onde uso alguns adjetivos como chique e sedutor.
Quando ouço Gotan fica impossível de não me imaginar dentro de uma cena de sedução, com um vestido escuro, maquiagem pesada, em um hotel luxuosíssimo; em Buenos Aires, obviamente.
Ao saber que o grupo viria à São Paulo, fiquei tão animada a ponto de querer ir sozinha ao show, caso minhas fiéis amigas companheiras de programinhas desistissem da idéia. No dia do espetáculo estava empolgada a ponto de ter medo de me frustrar, pois não estava sabendo fazer o famoso gerenciamento de expectativas.
Eles entraram no palco e frustração coube ali, não. Pelo contrário, ultrapassou o que eu aguardava, pois o grupo é superior no palco, comparendo-se com seus dois CDs. A execução da primeira música foi inebriante e achei que não conseguiriam manter o pique. Felizmente, engano meu.
Cada música, uma viagem diferente. Com imagens muito bem selecionadas de paisagens e situações, que casavam perfeitamente com as canções.
Os DJs, além de executarem suas funções com maestria, demosntravam estar animados por estarem ali. Os violinos conferiam charme e classe sem fim e o vestuário de todos continha o bom gosto inerente à um grupo formado por portenhos e franceses. Dois povos tidos preconceituosamente, ou não, como os mais chatos do mundo e não desmerecidamente também, os mais chiques.
A vocalista, Veronika Silva, considero a mais injustiçada. Pouco citada pela mídia, tem uma performance indefectível, que não perde em nada para as clássicas milongueiras. Sua voz tem malancolia e sensualidade, doçura e firmeza.
A partir do meio do show, o púbico não se conteve diante daquela manifestação artística quase alucinógena e todos se levantaram.
Todos ali presentes foram agraciados com uma apresentação memorável. Talvez, o melhor show que já presenciei, que brincava, sem pedir licença; com nossos sentidos.
Faltou apenas "Last Tango in Paris". A grandeza do espetáculo automaticamente os perdoa dessa ausência. Fica para o próximo.
Faltou apenas "Last Tango in Paris". A grandeza do espetáculo automaticamente os perdoa dessa ausência. Fica para o próximo.


0 Comments:
Postar um comentário
<< Home