Passárgada Square

sábado, março 31, 2007

Close your eyes and make a lot of wishes



Resolvi fazer uma listinha de tudo o que eu gostaria de ser, ter e fazer na vida. Alguns itens são facilmente realizáveis, outros, convenhamos, não passam de quereres. Tem coisas materiais, fúteis e sentimentalíssimas. Sonhos, muitos sonhos...

* Conhecer o mundo, ou quase todo ele. Excluindo apenas os destinos muito inóspitos.
* Conhecer mais detalhadamente o Brasil.
* Re-conhecer o amor.
* Ser 5Kg mais magra.
* Escrever textos que me proporcionem muito orgulho de tê-los criado.
* Que minhas verdadeiras amizades me acompanhem pela vida inteira.
* Ser eternamente bronzeada. Melhora a aparência e a auto-estima que é uma beleza!
* Ser menos irritada com problemas insolúveis e pessoas-que-não-tomam-jeito.
* Viver na ponte aérea SP-Rio/Rio-SP.
* Ser uma velhinha animadona.
* Ler mais.
* Armar um barraco homérico, se eu sentir que há motivos pra fazê-lo.
* Ser menos tímida.
* Aprender a dançar, decentemente, algum tipo de dança de salão. Pedir pra dançar bem já é demais!
* Ter um apartamento pequeno, decorado do meu jeto, todo estilosinho. No Leblon.
* Rir e sorrir mais. Dizem que tenho o sorriso bonito. Ainda não sei se é xaveco reincidente ou verdade.
* Que minha mãe trabalhe menos e aproveite mais a vida dela.
* Dar minha alma a alguma coisa e sentir que valeu a pena.
* Passar só mais um dia com minha avó fisicamente presente.
* Perder essa maldita mania de evitar brigas e confusões.
* Fazer sexo (dizem que falar “fazer amor” é muito brega) e ter a sensação que fui parar em outro plano.
* Ser menos independente em certos âmbitos.
* Viver um amor Grand'Hotel.
* Fingir que sou louca e estabelecer papos nonsense com gente que não vale à pena.
* Ser normalmente como sou quando bebo um pouco.
* Ter um restaurante do estilo do Santa Satisfação, onde eu trabalharia exatamente do mesmo jeito que meu cliente, o Luiz, trabalha na pizzaria dele.
* Fazer novos bons amigos.
* Ficar mais a vontade com a sedução.
* Encontrar o homem da minha vida, o pai dos meus filhos e avô dos meus netos.
* Encarnar por uma noite uma personagem perante pessoas desconhecidas. De preferência, fora do Brasil. De preferência, a personagem seria muito diferente de mim.
* Ser menos preguiçosa.
* Ter uma casa em Búzios de frente para a praia, com uma caseira que todas as manhãs nos servisse café no deck, ao som de Tribalistas. E no fim da tarde, assistiríamos o pôr-do-sol tomando vinho branco.
* Participar de algum projeto social sério.
* Ter ao meu redor, o mínimo de pessoas insanas possível (insanas no mal sentido da palavra).
* Ter uma linda e charmosa floricultura.
* Ser mais organizada.
* Ter uma lembrança tão boa, que mereça ser lembrada por toda vida, mesmo quando eu estiver meio caquética.
* Exigir menos da vida.
* ...
* ...

quinta-feira, março 29, 2007

"O sistema é mau, mas minha turma é legal..."

segunda-feira, março 26, 2007


sexta-feira, março 23, 2007

"...basta um momento de poesia para nos dar a eternidade inteira."

quarta-feira, março 21, 2007

A última declaração?



É, todas as vezes que eu lembro da minha adolescência, eu lembro de você. Nos encontros com as amigas do colégio, é mais do que certo eu lembrar de você.
Nas seções flashback que organizamos, sempre desenterramos as paixões do passado. As meninas perdem as contas de quantas vezes se apaixonaram ao longo daquele caminho louco que chamam de adolescência. Eu bem lembro que paixão de verdade foi só uma, por você.
Isso não significa, de maneira alguma, que eu tenha menos ou inferiores lembranças. Significa apenas que todas envolvem você.
Eu te agradeço imensamente. E por que eu haveria de agradecer-te? Porque foi com você que eu aprendi o que é amar.
Não vá confundir a minha fala e sair achando por aí que foi você quem me ensinou o que era o amor, de forma didática. Desse assunto certamente você não entendia, você era apenas um garoto prepotente de 16 anos de idade.
Refiro-me ao fato de que foi através da sua existência em minha vida que pude ter o primeiro contato com o amor. Conhecendo-te, obriguei-me a aprender na prática e na marra o que era o o até então desconhecido sentimento. Pra mim, é inimaginável que o meu primeiro amor não fosse por você.
Foram anos a procura do envelope mais lindo, do cartão mais gracioso e romantico de toda a papelaria. Anos aguardando a chegada do fim de semana, aguardando o telefone tocar. E se ele tocasse e fosse você do outro lado, eu ia direto para o céu, sem escala.
Foram tantas conversas, tantas madrugadas insones lembrando de cada ponto e vírgula de nossas conversas. Foram tantos ensaios do que dizer, tentativas de encontrar as palavras perfeitas, e era só ouvir sua voz que eu perdia a fala e abandonava o roteiro.
Tantas mentiras, tantas declarações rasgadas. Naquele tempo parecia tão fácil rasgar-se...
Também foram muitos os choros, os desencontros, pensamentos de que tudo dera-se por acabado, quando na próxima semana estava tudo recomeçando mais uma vez.
Foi, disparado, o melhor e mais lindo beijo até hoje.
As amigas, tão ingênuas quanto eu, diziam que a gente ia acabar se casando. Eu acreditava, e acreditada também que nunca iria deixar de te amar.
Achava que até poderia conhecer outro homem, casar com ele, ter filhos; mas se um dia eu te encontrasse ao acaso no shopping, mesmo que acompanhada de meu marido e prole, ficaria mexida ao te ver, desconcertada, de coração da boca.
Você praguejava que se eu não vivesse contigo, não seria feliz com mais ninguém.
O curioso é que eu lembro de cada detalhe da nossa história, e não foram poucos meses, nem poucos anos. Mas eu esqueci completamente de como foi que eu te esqueci. Não sei se foi porque cansei dos mesmos erros, se me apaixonei por outro ou se foi porque me dei conta aquilo não era o conto de fadas que eu idealizava. Deve ser porque ter te esquecido não foi a parte mais importante da história.
O melhor é observar que lembro de você com muita serenidade, lembrar de nós dois juntos não me causa dor alguma ou desconforto. Nosso caso realmente acabou. Nele não ficou nenhum "e se", nenhum ponto mal resolvido. Por nós eu sei que fiz tudo. Pode não ter sido da melhor maneira, mas foi feito.
A maior prova disso é que, apesar de toda a sua importancia, depois que tudo acabou eu não procurei você em mais nenhum outro cara que conheci. Eu não nas pessoas e lugares errados o que vivi com você. Não existiram tentativas frustradas de resgatar o que aconteceu e pertence exclusivamente a um agridoce passado.
Meu amor por você era impregnado da ingenuidade, da burrice e do cor-de-rosa da adolescência, disto tenho certeza. Já esta mesma certeza eu não tenho, de que depois de adulta, amei verdadeiramente alguém...

sábado, março 17, 2007


Call her moonchild
Dancing in the shallows of a river
Lonely moonchild
Dreaming in the shadow of the willow.

Talking to the trees of the cobweb strange
Sleeping on the steps of a fountain
Waving silver wands to the night-birds song
Waiting for the sun on the mountain.

She's a moonchild
Gathering the flowers in a garden.
Lovely moonchild
Drifting on the echoes of the hours.
Sailling on the wind
in a milk white gown
Dropping circle stones on a sun dial
Playing hide and seek
with the ghosts of dawn
Waiting for a smile from a sunchild.

quarta-feira, março 14, 2007


"Nosso grande medo não é de que sejamos incapazes, nosso maior medo é sermos poderos além da medida.É a nossa luz, não nossa escuridão o que mais nos amedronta.As vezes você se pergunta: " Quem sou eu para ser brilhante, talentoso e incrivel?" Na verdade quem é você para não ser tudo isso?E a medida em que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos permissão aos outros para fazerem o mesmo."

terça-feira, março 06, 2007



Existem dias em que as lembranças pegam de jeito. Elas chegam, invadem o pensamento e, em alguns casos, é tamanha sua intensidade que praticamente se vivencia o acontecido em duplicidade.
Pode ser uma saudade boa, uma mágoa, o ranso de uma história mal resolvida, cheiro de perfume de pessoa querida, gosto de carne assada da vovó. Pode ser a música que estava tocando quando ele te beijou a boca pela primeira vez, uma frase que feriu, uma paisagem ou abraço apertado.


Hoje a memória que desceu lá do sótão era de mim mesma, saculejando sozinha dento do carro, dirigindo por uma estrada de terra. Uma certa égua me acompanhando em parte do percurso e o CD do sting tocando...
Às vezes é gostoso revisitar-se. Outras não.