Passárgada Square

sábado, junho 30, 2007

Se alguém encontrar a Simone por aí, me dá um toque.
Oferece-se recompensa.

quarta-feira, junho 27, 2007


"sorria!
mesmo no escuro
que a gente tá sendo filmado...
pelo futuro!"

domingo, junho 24, 2007


sábado, junho 23, 2007

My first tango in São Paulo


Na última quarta-feira, fui ao show do Gotan Project. Desde que comprei o CD do grupo, em Buenos Aires, me apaixonei pela música deles. Aliás, sempre adorei tango que, pra mim, é a música mais triste e ao mesmo tempo sensual que existe. Tristeza e sensualidade à primeira vista parecem não favorecer a formação de um par harmônico, porém, no tango formam. Surpreendentemente.
O Gotan Project faz uma fusão moderninha de tango com música eletrônica. Eu muito gosto de música, mas conhecimento técnico tenho nenhum. Mesmo assim, ouso fazer uma classificação pessoal para o resultado da feliz mistura, onde uso alguns adjetivos como chique e sedutor.
Quando ouço Gotan fica impossível de não me imaginar dentro de uma cena de sedução, com um vestido escuro, maquiagem pesada, em um hotel luxuosíssimo; em Buenos Aires, obviamente.
Ao saber que o grupo viria à São Paulo, fiquei tão animada a ponto de querer ir sozinha ao show, caso minhas fiéis amigas companheiras de programinhas desistissem da idéia. No dia do espetáculo estava empolgada a ponto de ter medo de me frustrar, pois não estava sabendo fazer o famoso gerenciamento de expectativas.
Eles entraram no palco e frustração coube ali, não. Pelo contrário, ultrapassou o que eu aguardava, pois o grupo é superior no palco, comparendo-se com seus dois CDs. A execução da primeira música foi inebriante e achei que não conseguiriam manter o pique. Felizmente, engano meu.
Cada música, uma viagem diferente. Com imagens muito bem selecionadas de paisagens e situações, que casavam perfeitamente com as canções.
Os DJs, além de executarem suas funções com maestria, demosntravam estar animados por estarem ali. Os violinos conferiam charme e classe sem fim e o vestuário de todos continha o bom gosto inerente à um grupo formado por portenhos e franceses. Dois povos tidos preconceituosamente, ou não, como os mais chatos do mundo e não desmerecidamente também, os mais chiques.
A vocalista, Veronika Silva, considero a mais injustiçada. Pouco citada pela mídia, tem uma performance indefectível, que não perde em nada para as clássicas milongueiras. Sua voz tem malancolia e sensualidade, doçura e firmeza.
A partir do meio do show, o púbico não se conteve diante daquela manifestação artística quase alucinógena e todos se levantaram.
Todos ali presentes foram agraciados com uma apresentação memorável. Talvez, o melhor show que já presenciei, que brincava, sem pedir licença; com nossos sentidos.
Faltou apenas "Last Tango in Paris". A grandeza do espetáculo automaticamente os perdoa dessa ausência. Fica para o próximo.

segunda-feira, junho 18, 2007


Eu queria ter novamente aquela sensação incocente de que tudo isso vai durar pra sempre. Queria acordar ao teu lado, te encher de beijinhos, preparar café da manhã na sua cozinha e que, depois, você me levasse pra passear.

sábado, junho 16, 2007

"O biquini delimita e aponta os defeitos da mulher. Até quando ela está totalmente nua, eles aparecem menos, ficam menos evidentes."

Ahahahahah. Pior é que é tudo verdade!

terça-feira, junho 12, 2007


domingo, junho 10, 2007

Inesquecível

Assisti hoje no cinema o filme "Inesquecível" e gostei bastante.
Queria entender porque filmes que falam de traição, com uma trama perturbadora me fascinam tanto.
Foi assim em "Closer", em "Dom" e agora neste último.

sábado, junho 09, 2007

Tempos depois...


A distância temporal entre olhares foi demasiada. Mas não foi suficiente para esquecer dos seus olhos azuis, do seu sorriso sedutor, do inclinar de cabeça enquanto as palavras lhe saíam sempre com perfeição. Lembrava-se também de como lhe tocara, de como a amara. Sem limites,uma verdadeira paixão.
Encontraram-se casualmente, em frente ao restaurante que ambos frenquentaram tantas vezes, num bairro por onde caminharam lado a lado. Coincidência? Não. Ela bem o sabia. Olharam-se, sorriram e aproximaram-se, não sem antes confirmarem se havia outro alguém por perto.
Um abraço terno recordou-lhe outros tempos. O sorriso do homem abriu-se e entraram no restaurante, que estava vazio. Ele sabia que ela o tinha amado muito. Também sabia que ela não lhe guardava rancor pela traição. Sua alma era nobre demas para se ater a sentimentos miúdos e negativos. Olhava-o com admiração pelo brilhante percurso profissional, pela postura, pelo encanto. Era essa a memória que guardava dele. Por isso estavam sentados, os dois, naquele mesmo restaurante . Por isso tremeu quando ele lhe agarrou a mão e lhe disse que não havia outra como ela. Ficou a promessa de uma visita. Na casa dela.

quinta-feira, junho 07, 2007


"Don't worry about the world coming to an end today. It is already tomorrow in Australia."

segunda-feira, junho 04, 2007


Foto maluquinha de um arranjo de flores do Bar do Zé, em Búzios.
Eita, saudade boa de lá!


Nosso arraiá foi lindo demais da conta, sô!
Olha a cobraaaa!!!

O que eu não sabia dizer


Eu queria tanto que ele chegasse de mansinho, quando eu estivesse distraída, porque todas as vezes em que eu me apaixonei foi assim: quando eu menos esperava. E sempre que quis me apaixonar, intencionalmente, não rolou. Deve estar relacionado com aquilo que dizem por aí sobre a nossa falta autoridade com os assuntos designados como os do coração.
Ele também poderia chegar pouco a pouco, sem fazer alarde. Caso contrário, se vier com tudo, dá tilte e eu saio correndo, feito a Julia Roberts, naquele filme água com açúcar "Noiva em Fuga". Porque eu tenho um medo danado de amar. De amar e não ser correspondida e de amar com reciprocidade. Quando isso acontece, em algum momento, eu páro e penso "o que eu vou fazer com esse amor todo?".
O paradoxo mora aí: vivo correndo atrás do amor e correndo dele. Assim como em uma brincadeira de pega-pega, em que às vezes sou eu quem pega, e noutras, quem foge correndo, espavarida.
Enquanto não encontro meu papel nessa brincadeira, sigo querendo que ele venha me contar sobre sua família, seu trabalho e amigos, sobre viagens, músicas, livros, infancia e referências. Que saiba encontrar o equilíbrio entre o homem-problema e o garoto do mundo da fantasia. É um saco homem frágil, sempre precisando de ser assistido, que vive criando problemas, a eterna vítima do mundo e, em contapartida; é difícil aturar aquele cara superbem-sucedido, que só sabe falar de points descolados de New York, sua última viagem ao Leste Europeu, da promoção no trabalho e da irmã felicíssima com a loja de acessórios em prata que abriu nos Jardins. Pra que essa pessoa precisaria e desfrutaria da minha companhia?
Que venha disposto a construir comigo uma história particular de conquistas. Cheio de coragem pra doar pedaços de si e receber pedaços meus. Frações de nós que ficarão nos diálogos, olhares, na cumplicidade que muitas vezes o silêncio carrega, na mão pousada sobre a mão do outro, no atrito dos corpos. Nos risos, sorrisos, nos lugares visitados.
Adoraria que ele aparecesse num dia qualquer, na saída do trabalho, com um buquê de rosas champanhe, pois, até então, ele não saberia que as minhas preferidas são as vermelhas. Ou me ligasse no fim da noite pra saber como foi o meu dia. Poucas coisas na vida são tão gratificantes quanto saber que existe alguém que realmente se importa com você.
Seria bom se ele não viesse sublinhando as limitações que duas pessoas terão de enfrentar para construir uma relacionamento sólido e saudável e sim, das inúmeras possibilidades que nos cercam quando existe vontade. Alguém pra me proteger, quando necessário, e me fazer sentir à vontade pra confessar as minhas fragilidades, pra eu saber pedir ajuda. Disposto a fazer concessões e frear a minha locomotiva.
E, se um dia, algo der errado, saiba terminar enquanto houver dignidade na relação, já que costuma ser desastroso tentar prolongar um ralacionamento morto. Tudo desce a um patamar tão baixo, onde até o saldo positivo, que deveria ficar guardado e ser lembrado, é extinto.
Acho que é isso tudi que eu queria tanto e sempre tive certa dificuldade em expressar. Só faltou eu dizer que seria adequado ele chegar quando eu estivesse pronta pra recebê-lo.

domingo, junho 03, 2007

Por hoje não


Não, não e não. Hoje eu não vou atender cliente para explicar que a matéria sobre ele, que sairia ontem, caiu porque entrou anúncio no lugar dela.
Não vou mandar para o jornalista uma foto em alta resolução, no prazo máximo de dez minutos, pelo simples fato de que no meu escritório não existe uma plantação mágica de fotos em alta, onde as tais surgem num passo de mágica, quando cliente muquirana não quer pagar fotógrafo.
Se o Josimar Melo ou o Arnaldo Lorençato ligarem implorando pra jantar comigo, eu não irei. Nem a pau, Juvenal! Porque eu não estou a fim de conversar sobre a redução do molho da massa, os taninos do vinho e, muito menos, sobre os restaurantes que abriram ou fecharam e quem tá fazendo assessoria de imprensa pra onde.
Que também não venha nenhum outro cliente me dizer que não vai poder receber a jornalista do Valor Econônico porque surgiu um problema gravíssimo de impreterível solução. Principalmente, depois de eu ficar por um mês e meio pentelhando a mulher pra convencê-la a entrevistá-lo
Sir Saul Galvão vai ligar me zoando? Eu vou gozar ainda mais da cara dele, assim como crianças fazem campeonatos de respostas mal educadas, com direito a uma galera gritando atrás e atiçando "yyyyeeeeaaaahhhh!!!"
O seres que trabalham em publicações de circulação ínfima que me mandarem e-mail solicitando 12 receitas de massas não as terão. E serei bem sincera ao responder que o trabalho de angariar as 12 receitas não compensa. Nem em retorno para o cliente, seja ele financeiro ou institucional e nem no meu prestígio com o freguês.
Alguém vai ter a brilhante idéia de fazer um press tour. Que maravilha! Um fim de semana em contato direto com a imprensa, uma grande oportunidade de estreitar os laços com ela. Passeio guiado nas instalações da fábrica, mostrando a produção, jantar com o presidente, almoço com o diretor, brindes em cima da cama do quarto do hotel. Muitas matérias garantidas, não é? Sim, mas já vou avisando que as pessoas, nesse tipo de viagem, costumam ter um comportamento muito parecido com os que tínhamos aos 15 anos; quando participávamos de excursões pra Disney. Também aviso que não tenho vocação pra Tia Augusta de marmanjo.
Hoje decidí que vou brincar de sorteio com os clippings.
Pouco me importa se vão achar meus relases bons, medianos, excelentes ou péssimos. Na grande maioria deles, com algumas excessões, em algum trecho são ditas mentiras.
Aos produtores de moda direi que não adianta elogiar as peças que emprestei para produção, pois não vou dar. Por acaso produtores de moda são seres humanos pertencentes à uma classe especial que ganham tudo o que me esforço pra comprar? E se perder alguma peça no meio daquele acervo todo bagunçado, eu vou cobrar o valor dela. Nada mais justo, simples assim. Até porque, depois quem fica na saia justa com o dono da loja soy yo, inventando desculpetas esfarraparas para justificar o sumiço daquele brinco em prata, cravejado de zircônias.
Se falar que quer votos na edição do Comer & Beber da Vejinha, mando arrematar o grupo Fasano, o Rubayat ou a a Bráz Pizzaria. Assim, fica grarantido.
Vetarei todos aqueles que vão à eventos com frequencia, só pela boca livre.
Serei grosseira com os jornalistas que são simpáticos comigo quando ligam pediando algum favor ou informação que necessitam e me atendem mal em outras situações.
Follow-up eu não vou fazer, sou assessora de imprensa, não sou atendente de tele-marketing. Follow e os diálogos boçais sempre inerenteas à tarefa desrespeitam a dignidade de qualquer trabalhador:
- Oi, Luciana! Tudo bem? Aqui quem fala é a Simone, assessora do restaurante Rancho da Vovó, tudo bem?
- Tudo.
- Eu te mandei o release do festival de sopas do Rancho da Vovó. Tem umas sopas superdiferentes, maravilhosas. De ervilha, palmito, mandioquinha...Você deu uma olhadinha?
- Acho que sim.
- E você acha que consegue dar alguma coisa, pelo menos, inserir no roteiro?
- Vou ver se consigo dar alguma coisa...
- Tá bom, então, Luciana. Se quiser ir lá conhecer o festival também está convidadíssima. Muito obrigada. Um abraço
- Outro. Tchau.
E caso eu tenha que fazer o bendito follow com jornalista com quem tenho amizade ou, pelo menos, uma relação de coleguismo - embora eu odeie a palavra - será impossível merrrrrmo. Nesses casos, a conversa transcrita acima ganha ares mais patéticos ainda e não suporto a idéia de "usar" meus amiguinhos para conseguir publicações. Me constrange. Mas, por outro lado, a conquista destas amizades compensam todas as chaturas que citei neste texto.

*** Eu não odeio minha profissão, muito pelo contrário. Esse foi apenas um retrato mal (ou bem?) humorado dela.